quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Salve Geral e Festival do Rio 2009


*Lembrete: Blog feito apenas por uma telespectadora. Se você quer ver uma crítica descente, vá a um site de críticos. Eu recomendo o http://www.ometele.com.br/


Se assistir filme é sempre bom, se for de graça é melhor ainda. Eu pude assistir no campus da minha facul a pré-estréia do filme “Salve Geral”, uma produção brasileira inspirada nas rebeliões de prisioneiros e dos ataques do PCC, que aconteceram em 2006 e praticamente paralisou o estado de São Paulo no final de semana do dia das mães, misturado com a história fictícia de Lucia (Andréa Beltrão) que sofre o drama (não tão dramático assim) de ver seu filho de 17 anos ser preso por assassinato. Lucia, na sua busca incessante de achar uma maneira de tirar o filho o mais cedo o possível do presídio, acaba se envolvendo com o mundo dos policiais corruptos e criminalidade.


Olha. O filme é bom. Tem aquelas coisas básicas de (quase) todo filme brasileiro. Ou seja, drogas, sexo, bandidos, palavrão, tiro, e mais palavrão. Nada contra palavrões. Eu mesma digo um monte. E também não teve tanto uma coisa que eu sempre odiei que são atores falando de uma forma quase mecânica. Parecem até que foram obrigados a fazer o filme. Se eu não me engano apenas dois atores fizeram isso. Eles eram mal apareceram, então tudo bem(?). E tem umas cenas muito bem elaboradas, bem filmadas – tirando o final do filme que eu achei muito idiota. Mas eu sinceramente não acho que seja um filme que vá concorrer ao Oscar (parece que “Salve Geral” está na lista dos que vão tentar uma vaga em melhor filme, ou melhor filme estrangeiro). Digo, Cidade de Deus foi bem melhor e não ganhou. E eu ainda não me conformo com o Wagner Moura não ter concorrido ao Oscar de melhor ator por Tropa de Elite. O filme também não foi muito bom. Mas ele estava maravilhoso.


Enfim, se “Salve Geral” conseguir sua vaga no Academy Awards, parabéns. É bom ver o nosso país sendo representado na maior premiação do cinema. Mas eu não apostaria minhas fichas.


Mudando de assunto, hoje (24 de setembro) eu fui comprar os ingressos para os filmes que eu vou ver no Festival de Cinema (Rio de Janeiro Int'l Film Festival) que começa hoje e vai até dia 8 (de outubro...dããã). É a 11ª edição do festival (para mim, a primeira), com uns 300 filmes do mundo inteiro. Dude, como eu queria ver todos os filmes. Ou pelo menos 90%. Mas como minha condição financeira não anda uma das melhores, e eu ainda não consegui um emprego, eu vou assistir só 5 filmes. Eles são: Bastardos Inglórios (Inglorious Bastards, de Quentin ‘louco das idéias’ Tarantino – é o filme que eu mais quero ver), Distrito 9 (District 9, de Neill Blomkamp), Julie & Julia (de Norah Ephon, com a minha Diva Meryl Streep), Aconteceu em Woodstock (Taking Woodstock, de Ang Lee) e Amor Extremo (The Edge Of Love, de John Maybury).

Se algum milagre acontecer, talvez eu consiga ver mais filmes. Mas se eu não conseguir no cinema, o jeito vai ser esperar chegar em DVD ou baixar da internet (obs.: Não sou a favor da pirataria. O que eu faço é baixar filmes, ver, e depois eu deleto. Quando eu for roteirista/diretora, não quero ninguém vendendo piratões dos meus filmes por aí).

Além disso, eu já tinha visto dois filmes: Polytechnique, um filme canadense sobre um atentando que aconteceu em uma escola politécnica, quando um jovem de 25 anos atirou nas mulheres que encontrava pela sua frente, e Os Vigaristas (The Brothers Bloom), com meus queridíssimos Mark Ruffalo, Adrien Brody e Rachel Weisz, que conta as historias dos irmãos Bloom, e o seu último grande golpe. Seu alvo, Penélope, uma bela herdeira. Mas as coisas não saem como planejadas quando um dos irmãos se apaixona por ela.

Os dois filmes são muito bons – especialmente “Os Vigaritas”. Fazia tempo que eu não gostava tanto de um filme assim, com tanta facilidade.

Vejam os dois. E se você for do Rio, corra pra comprar seus ingressos do festival antes que acabem. Eles tão vendendo mais do que água. Uma das sessões de Bastardos Inglórios acabou em 15 minutos.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Watchmen & My Sister's Keeper

*Lembrete: Blog feito apenas por uma telespectadora. Se você quer ver uma crítica descente, vá a um site de críticos. Eu recomendo o ometele.com.br


Watchmen


O que falar sobre esse filme? Simplesmente um dos mais perfeitos que eu já assisti. Provavelmente o melhor no estilo Blockbuster desse ano na minha opinião. Tudo bem...Watchmen é mais um filme adaptado de uma série de revistas em quadrinho e eu não li o quadrinho (Aliás, eu adoro filmes de quadrinhos, mas eu nunca li revista em quadrinho, a não ser Turma da Mônica. Shame on me!). Mas confesso que fiquei com muita vontade de ler depois do filme. E só não comprei um livro na Bienal do Livro aqui no Rio, com várias revistinhas juntas (acho que o nome era Watchmen Absolut) porque custava uns 100 reais, e eu ainda sou uma pobre garota pobre.



O filme, dirigido por Zack Snyder (o mesmo de 300) tem ótimos efeitos, ótimos cenários, um roteiro (que como toda adaptação muda um pouco da história original. No caso do Watchmen, até onde eu sei, o final do filme é diferente dos quadrinhos) brilhante e surpreende e atores que cumpriram bem o seu papel (lembrando que eu falo isso como leiga. Não sei se os fãs dos quadrinhos vão concordar, mas eu achei os atores perfeitos para seus personagens. Ainda mais o Jeffrey Dean Morgan, que eu estou acostumada a ver em papeis de caras perfeitos e românticos, como o que ele fez quando participou do seriado Grey's Anatomy. Ele fez o papel de Denny Duquette, por quem a "Izzy" se apaixona. Em Watchmen, não a nada que possa fazer Morgan ser considerado um ator de filmes românticos.).


Quando eu fui no cinema assistir Watchmen, no começo do ano, eu levei um susto pela censura ser 18 anos. Claro, eu não sabia nada de Watchmen. Apenas tinha visto o trailer do filme. Mas depois que vi, eu entendi o porquê. O filme está repleto de cenas fortes, de lutas, assassinatos, sexo e nudez (mais do que explícitos). Enfim, o filme, assim como os quadrinhos, são para o público adulto (não que eu seja uma), mas mesmo que você não seja maior de idade, eu digo: Vá assistir o filme! (mas nas cenas de sexo, tampe os olinhos e não diga por aí que a tia Andie aqui mandou você ver filme proibido para menores).


My Sister's Keeper - Uma Prova de Amor

(obs.1: como eu odeio quando não traduzem os nomes e botam coisas meio idiotas como esse título. O que tem de filme com o nome parecido não está no gibi)

(obs.2: adoro minhas gírias idosas)

O filme pode ser resumido em lágrimas. Não a dos personagens (que também derramam um bocado), mas nas suas, que vai assistir ou assistiu o filme. Nossa, eu chorei do começo ao fim. Não chorava assim desde P.S. Eu te amo.

My Sister's Keeper conta a história de uma família abalada pela doença da filha mais velha, Kate ( Sofia Vassilieva) que sofre de leucemia. Anna (a não tão mais novinha assim Abigail Breslin), a filha mais nova, foi concebida para ajudar a prolongar a vida de sua irmã, com a doação da medula óssea. Mas depois de 13 anos de exames e cirurgias, Anna resolve processar sua própria família, para ter direito sobre seu próprio corpo.

Eu ainda não li o livro em que o filme foi inspirado, mas tenho certeza que ele é tão bom ou melhor que o filme. O roteiro está ótimo. A forma como foi filmado, mostrando o ponto de vista de cada personagem, só tornou a história mais especial. Adorei ver Cameron Diaz e Alec Baldwin (BTW, Alec, parabéns pelo Emmy! - ok, como se ele fosse ler isso) fora dos seus habituais e recentes papéis de comédia. Abigail continua fofinha como sempre (nunca vou esquecer dela em Little Miss Sunshine), mas encarou bem um papel não tão infantil. Vejo uma atriz com carreira brilhante por ai. É só questão de escolher os papéis certos.

Enfin, o filme é um órimo Drama para você ver com seus pais, amigos, ou até mesmo sozinho(a). Só não esqueça a caixa de lencinhos, ok?


Eu ia comentar sobre o Emmy hoje. Mas eu achei a premiação bem boring, e como eu não estou acompanhando as séries de TV, não tenho muito a dizer. Só estou deprê pq o Hugh Laurie não ganhou o prêmio. Mas é a vida, fazer o que.


Andie Gomes

sábado, 19 de setembro de 2009

Mais uma comédia romântica



Hoje eu fui na locadora aqui perto de casa pegar Watchmen (que vai ser comentado no meu próximo post) e eu vi que na prateleira de filmes para vender estava o DVD de Penélope. Depois de um pequeno surto calado (afinal, eu não queria assustar todas as pessoas com meus gritinhos histéricos, e acredite, eles tendem a ser bem altos), eu não resisti e comprei o DVD e acabei de assistir aqui em casa.

“Penélope” conta a história de uma garota que sofre uma antiga maldição, que interfere em sua aparência e, por causa disso, ela viveu toda a sua vida trancafiada dentro de casa. Sua mãe Jéssica (Catherine O’Hara) acredita que a única forma de libertar a flha é casando-a com alguém de “sangue azul”. Mas fica meio difícil já que todos os pretendentes fogem ao ver o rosto de Penélope. Até que surge Max (James McAvoy), que finge ser um dos ricos pretendentes apenas para tirar uma foto de Penélope e espalhar sua história pelos jornais.

O filme foi lançado em 2006, mas eu só o vi pela primeira vez no ano passado (e vi de novo no começo desse ano). E sinceramente é difícil dizer por que eu o adorei. É uma história simples, sem muitos acréscimos, tem um roteiro bem normal e a história é meio paradinha. Talvez seja pelo fato de ter dois atores que eu amo – James McAvoy, por quem eu tenho uma queda desde que o vi como fauno (por mais estranho que isso pareça) em As Crônicas de Narnia: o leão, a feiticeira e o guarda-roupa. – e Reese Witherspoon. Ou pelo fato de Christina Ricci ter ficado muito bem no papel de Penélope. Ou pela mensagem do filme (em que nós devemos amar os outros e nos aceitar pelo que somos e não pela nossa aparência). Ou pelo simples fato de ser uma comédia romântica agradável – e convenhamos: 90% das garotas adoram uma comédia romântica.

Não estou dizendo que o filme é ruim. Longe disso. Ele só não é algo que faça você dizer “NOOOSSA”. Mas eu realmente recomendo a todos assistirem. Resumindo em uma palavra: FOFO.

Assistam, e me digam o que acharam.

Andie Gomes


*pra quem quiser dar uma olhada no trailer:

http://www.youtube.com/watch?v=Iq6Lq5p9Fck