
*Lembrete: Blog feito apenas por uma telespectadora. Se você quer ver uma crítica descente, vá a um site de críticos. Eu recomendo o http://www.ometele.com.br/
Se assistir filme é sempre bom, se for de graça é melhor ainda. Eu pude assistir no campus da minha facul a pré-estréia do filme “Salve Geral”, uma produção brasileira inspirada nas rebeliões de prisioneiros e dos ataques do PCC, que aconteceram em 2006 e praticamente paralisou o estado de São Paulo no final de semana do dia das mães, misturado com a história fictícia de Lucia (Andréa Beltrão) que sofre o drama (não tão dramático assim) de ver seu filho de 17 anos ser preso por assassinato. Lucia, na sua busca incessante de achar uma maneira de tirar o filho o mais cedo o possível do presídio, acaba se envolvendo com o mundo dos policiais corruptos e criminalidade.
Olha. O filme é bom. Tem aquelas coisas básicas de (quase) todo filme brasileiro. Ou seja, drogas, sexo, bandidos, palavrão, tiro, e mais palavrão. Nada contra palavrões. Eu mesma digo um monte. E também não teve tanto uma coisa que eu sempre odiei que são atores falando de uma forma quase mecânica. Parecem até que foram obrigados a fazer o filme. Se eu não me engano apenas dois atores fizeram isso. Eles eram mal apareceram, então tudo bem(?). E tem umas cenas muito bem elaboradas, bem filmadas – tirando o final do filme que eu achei muito idiota. Mas eu sinceramente não acho que seja um filme que vá concorrer ao Oscar (parece que “Salve Geral” está na lista dos que vão tentar uma vaga em melhor filme, ou melhor filme estrangeiro). Digo, Cidade de Deus foi bem melhor e não ganhou. E eu ainda não me conformo com o Wagner Moura não ter concorrido ao Oscar de melhor ator por Tropa de Elite. O filme também não foi muito bom. Mas ele estava maravilhoso.
Enfim, se “Salve Geral” conseguir sua vaga no Academy Awards, parabéns. É bom ver o nosso país sendo representado na maior premiação do cinema. Mas eu não apostaria minhas fichas.
Mudando de assunto, hoje (24 de setembro) eu fui comprar os ingressos para os filmes que eu vou ver no Festival de Cinema (Rio de Janeiro Int'l Film Festival) que começa hoje e vai até dia 8 (de outubro...dããã). É a 11ª edição do festival (para mim, a primeira), com uns 300 filmes do mundo inteiro. Dude, como eu queria ver todos os filmes. Ou pelo menos 90%. Mas como minha condição financeira não anda uma das melhores, e eu ainda não consegui um emprego, eu vou assistir só 5 filmes. Eles são: Bastardos Inglórios (Inglorious Bastards, de Quentin ‘louco das idéias’ Tarantino – é o filme que eu mais quero ver), Distrito 9 (District 9, de Neill Blomkamp), Julie & Julia (de Norah Ephon, com a minha Diva Meryl Streep), Aconteceu em Woodstock (Taking Woodstock, de Ang Lee) e Amor Extremo (The Edge Of Love, de John Maybury).
Se algum milagre acontecer, talvez eu consiga ver mais filmes. Mas se eu não conseguir no cinema, o jeito vai ser esperar chegar em DVD ou baixar da internet (obs.: Não sou a favor da pirataria. O que eu faço é baixar filmes, ver, e depois eu deleto. Quando eu for roteirista/diretora, não quero ninguém vendendo piratões dos meus filmes por aí).
Além disso, eu já tinha visto dois filmes: Polytechnique, um filme canadense sobre um atentando que aconteceu em uma escola politécnica, quando um jovem de 25 anos atirou nas mulheres que encontrava pela sua frente, e Os Vigaristas (The Brothers Bloom), com meus queridíssimos Mark Ruffalo, Adrien Brody e Rachel Weisz, que conta as historias dos irmãos Bloom, e o seu último grande golpe. Seu alvo, Penélope, uma bela herdeira. Mas as coisas não saem como planejadas quando um dos irmãos se apaixona por ela.
Os dois filmes são muito bons – especialmente “Os Vigaritas”. Fazia tempo que eu não gostava tanto de um filme assim, com tanta facilidade.
Vejam os dois. E se você for do Rio, corra pra comprar seus ingressos do festival antes que acabem. Eles tão vendendo mais do que água. Uma das sessões de Bastardos Inglórios acabou em 15 minutos.


